Homem é preso por mutilar e matar ex-mulher

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A morte de Andréia Ribeiro Soares, em dezembro de 2016, foi elucidada pela Polícia Civil após a prisão do ex-marido da vítima, principal suspeito pelo crime.

Antes de ser assassinada, a mulher teve partes do corpo cortadas e foi torturada pelo suspeito, que não aceitava o fim do relacionamento.

O corpo da vítima foi encontrado três dias após o crime, no leito de um rio em Bocaiúva do Sul.

Antônio Carlos Simioni, “Toninho”, de 51 anos, foi localizado pela polícia em um bar de sua propriedade, em Contenda, e não reagiu à prisão.

O crime aconteceu no dia 28 de dezembro de 2016, no interior de uma lanchonete localizada na rodovia João Leopoldo Jacomel, em Pinhais.

O estabelecimento teria ficado sob a direção de Toninho após a separação do casal.

De acordo com as investigações, o suspeito teria ligado para a ex-mulher, de 34 anos, e pedido que ela fosse até o local, pois precisava entregar para a vítima um valor em dinheiro referente a pensão do filho do casal.

Andréia desapareceu após o encontro, sendo encontrada morta no dia 31 de dezembro, em um rio de Bocaiúva do Sul.

“A irmã da vítima fez o reconhecimento do corpo, a partir deste fato, iniciamos uma sequência de investigações para esclarecer o crime”, comenta o delegado-adjunto da Delegacia de Pinhais, Silas Roque dos Santos.

A perícia constatou que, antes do assassinato, a vítima foi torturada com cortes realizadas por faca e machado, tendo partes do seu corpo mutilado, como orelhas e sola do pé.

Além disso, Andréia também teve os cabelos cortados e foi morta por asfixia, “após consumar o homicídio, o suspeito colocou a vítima no porta-malas do seu veículo Corsa e a levou até a região de Bocaiuva do Sul, local onde ocultou o corpo”, explica o delegado.

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Após jogar o corpo da vítima no rio, o suspeito colocou em seu o porta-malas um porco morto para tentar disfarçar a ação criminosa.

Depois do crime, o homem levou o veículo até um lava-car, onde informou ao funcionário do local que havia carregado um animal morto, Toninho chegou a vender o carro para não deixar suspeitas.

Santos afirmou que a Polícia Civil solicitou ao Instituto de Criminalística uma perícia no veículo e no interior do estabelecimento.

“Em ambos os locais foi possível identificar vestígios de sangue humano pertencentes a vítima, o que comprova a autoria do crime”, disse.

Investigações apuraram também que o crime foi passional, já que o suspeito não aceitava o fim o relacionamento, o homem já possuía passagem pelo por homicídio.

Ele responderá pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver, o suspeito permanece preso à disposição da Justiça.

 

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