Câmara aprova fim das coligações, a partir de 2020; Ficou ruim para vereadores

0
111

Os deputados aprovaram na noite desta quarta-feira (20), com 348 votos a favor, o adiamento do fim das coligações partidárias para eleições proporcionais (vereadores e deputados) para a eleição de 2020.

Eram necessários 308 votos, por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), apenas 87 votaram contra.

Assim, os deputados federais e estaduais terão ainda mais um pleito, o de 2018, com as coligações mantidas, o que facilita a eleição dos candidatos menos votados.

Já os vereadores não tiveram a mesma “sorte”, ficam submetidos ao novo conjunto de regras já no próximo pleito, daqui a três anos.

Pelo texto aprovado na comissão especial, de autoria da deputada Shéridan (PSDB-RR), o fim das coligações valeria a partir do ano que vem, mas um destaque do PPS permitiu empurrar a mudança para o pleito de 2020. No caso dos deputados estaduais e federais a regra, se passar, só valerá em 2022.

Essa PEC, que teve seu texto-base aprovada há duas semanas, prevê ainda a instituição de uma cláusula de desempenho para o partido ter acesso a fundo partidário e a tempo de rádio e TV.

A maioria dos partidos orientou seus deputados a empurrar o fim das coligações para 2020, o PSOL foi o único a orientar o voto “não”.

O PMDB e o PSB liberaram suas bancadas, durante os debates, os parlamentares alternavam discursos contra e a favor.

“Estamos sendo covardes, não estamos cortando na nossa pele, mas cortando na pele dos vereadores, é lamentável”, disse o Pastor Eurico (PHS-PE).

“Se vai valer para a próxima eleição de vereadores por que não vai valer para nós também?! Legislamos para os outros, mas não para nós mesmos”, disse Celso Maldaner (PMDB-SC).

O argumento principal dos defensores de que o fim das coligações só valerá em 2020 é que, para o ano que vem, não há tempo de os partidos se organizarem e montarem suas chapas.

Veja Também  Idosa incendeia a própria casa em Londrina-Pr para expulsar convidados de festa de fim de ano

“Estamos acabando com uma experiência de 30 anos, fazendo uma ruptura, e é preciso tempo para os partidos se organizarem, montarem suas estratégias.

Para 2018 seria impossível, precisa de mais tempo”, disse Arnaldo Jordy (PPS-PA), partido que apresentou a emenda que jogou que 2018 para 2020 o fim da coligações, o texto precisa ser votado ainda em segundo turno e já foi apreciado no Senado.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here