Procuradoria quer pena maior para Lula no caso tríplex

O Ministério Público Federal protocolou nesta sexta (6) no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) parecer que pede o aumento da pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso tríplex. No dia 12 de julho, o juiz Sergio Moro condenou Lula na primeira instância a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na ação, Lula foi acusado de receber R$ 3,7 milhões de propina da empreiteira OAS em decorrência de contratos da empresa com a Petrobras, sendo o tríplex no Guarujá (SP) parte deste valor.

O parecer desta sexta-feira pede que cada contrato firmado constitua um ato de corrupção. Assim, de acordo com o entendimento da Procuradoria, Lula deve ser condenado na segunda instância por três crimes de corrupção, e não apenas um. “A cada contrato fechado entre as empreiteiras consorciadas e a Petrobras, que no caso da OAS foram três (Repar e Rnest), o oferecimento e promessa de vantagem se renovam, constituindo crime autônomo”, diz o texto.

Somente pelo crime de corrupção, Moro condenou Lula a seis anos de prisão. Se o TRF atender ao pedido do MPF e, além disso, mantiver a mesma pena de Moro para cada crime de corrupção, o ex-presidente pode ser sentenciado a 18 anos. Somados aos três anos e meio pelo crime de lavagem de dinheiro, a pena de Lula pode chegar a 21 anos e meio de prisão. Eventual condenação em segunda instância impediria a candidatura do petista à Presidência em 2018.

OUTRO LADO

Em nota, a defesa de Lula afirma que o parecer “quer a condenação do ex-presidente Lula sem prova de sua culpa e desprezando a prova de sua inocência”. “Não existe qualquer fluxo em favor de Lula”, diz o texto da defesa.

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Mauricio Dias

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