Católicos em Aparecida defendem pena de morte, mostra pesquisa

Uma pesquisa qualitativa realizada com pessoas que estiveram no Santuário Nacional de Aparecida para celebrar o dia da padroeira do Brasil mostrou que a maioria considera que o aborto não deve ser um direito da mulher e que a interrupção da gravidez é “sempre errada”. No entanto, a pena de morte foi considerada viável pela maioria dos visitantes.

O estudo, com margem de erro de 6%, foi coordenado pelos professores Esther Solano, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), e Pablo Ortellado e Márcio Moretto, da USP (Universidade de São Paulo), com apoio da Fundação Friedrich Ebert e divulgado pelo UOL.

Os pesquisadores aplicaram a 25 perguntas de caráter político-partidário e moral a 363 pessoas. Cinquenta e nove por cento dos entrevistados se declarou favorável à pena de morte. Outros 60,3% concordaram que “os direitos humanos atrapalham o combate ao crime”, e 81%, que “menores de idade que cometem crimes devem ir para a cadeia”

De acordo com a pesquisa, 70,5% discordaram que fazer aborto deve ser um direito da mulher e 57,6% concordaram com a frase “fazer aborto é sempre errado”, contra 34,1% que não concordou.

A maioria dos entrevistados (80,7%) também discordou sobre a permissão para que adultos fumem maconha.

Os entrevistados eram majoritariamente mulheres (56%, contra 44% de homens), com renda entre R$ 2.810 e R$ 4.690 (29,2%) e ensino médio completo (32,5%).

Cinquenta e seis por cento avaliaram que o sistema de cotas representa uma “boa medida para fazer com quem negros entrem universidade”, ao passo que 64,2% concordaram com a afirmação de que “a polícia é mais violenta com os negros do que com os brancos”, e 90,6% acham que os negros ainda sofrem preconceito no Brasil.

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Os entrevistados em Aparecida consideram, majoritariamente, que “a escola deveria ensinar a respeitar os gays” (83,5%), ainda que 48,5% discordem que “dois homens devem poder se beijar na rua sem serem importunados” contra 41,6%.

POLÍTICA

A menos de um ano das eleições, quase um terço dos entrevistados afirmou que pretende votar nulo ou em branco enquanto mais da metade não se identificam com nenhum político.

Ao todo, 31% dos entrevistados disseram que pretendem anular o voto nas próximas eleições, diante de 19% dos que declararam voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , 11% no deputado Jair Bolsonaro (PSC), 7% no prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB); 6% na ex-ministra Marina Silva (Rede); 3% no ex-ministro Ciro Gomes (PDT), 3% no governador Geraldo Alckmin (PSDB) e 1% no deputado federal Chico Alencar (PSOL).

A maior parte dos entrevistados, 49,6%, se disse “nada” antipetista, contra 30,3% dos que se disseram “muito”, e, “pouco”, 10,74%.

O Movimento Brasil Livre, um dos grupos que lideraram os atos a favor do impeachment de Dilma Rousseff é desconhecido por 77% dos entrevistados.

Com infromações ( br.noticiasyahoo )

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Mauricio Dias

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