Gabriel O Pensador volta a “matar” o presidente do Brasil; veja críticas da música a Temer

0
366

No começo da carreira, em 1992, o rapper Gabriel O Pensador ficou famoso ao lançar a música “Tô Feliz (Matei o Presidente)”, em que narrava uma história ficcional na qual ele mesmo assassinava o então chefe do Executivo, Fernando Collor de Mello. Vinte dias após a canção que lançou O Pensador no cenário nacional e chegou a ser censurada, Collor foi forçado a deixar o governo em meio a um processo de impeachment.

Vinte e cinco anos depois, Gabriel O Pensador volta a se alegrar porque “matou” o presidente do Brasil. Na nova música lançada na quinta (19), “Tô Feliz (Matei o Presidente) 2”, o autor decapita Michel Temer e cita alguns dos escândalos do governo do peemedebista (veja as referências mais abaixo). O vídeo já tinha mais de 400 mil visualizações na tarde deste sábado.

Ouça e compare as duas músicas:

Atual:

De 1992:

Semelhanças e diferenças

As músicas possuem diversas semelhanças. Além do refrão idêntico que dá nome à canção, nas duas histórias, a cabeça do chefe do Planalto se torna bola de futebol para a alegria geral durante o enterro.

Em uma diferença, no entanto, Gabriel O Pensador diz na última estrofe da música mais atual que é contra a violência e nem matou nem vai “matar literalmente um presidente”, completando com uma crítica social estendida às consequências sociais da corrupção.

Outra diferença é que na canção de 1992 a polícia persegue o personagem que assassinou o presidente do Brasil. Já na versão de 2017, “a polícia ofereceu apoio para a missão” porque “policial também é povo”.

Outro contraste que não fica muito claro é o modo da “morte” do presidente. Collor, na história, é assassinado por um tiro de “três oitão” (arma calibre 3.8). Já Temer parece ser “decapitado”, mas Pensador também diz: “fácil, um tiro só, bem no olho do safado”.

Veja Também  "Vai Baranga'': Melody chama a atenção dos internautas com paródia de Anitta

Na música mais recente, o aclamado assassino (em ambas o autor é exaltado pelo povo após matar o presidente) não se restringe apenas a Temer, mas mata também deputados com flechas indígenas envenenadas depois de “invadir” a Câmara.

“Já tão todos de terno, e pro enterro vai facilitar”, diz a letra mais recente. A canção contra Collor também fazia referência à roupa do ex-presidente e atual senador no caixão: “Bonita camisa Fernadinho! Você nessa roupa de madeira tá bonitinho”.

Comentar

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui