Brasil deve demorar pelo menos dois anos para recuperar perdas

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O Brasil deve demorar, no mínimo, dois anos para reverter as perdas ocorridas nos últimos três anos. De acordo com o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, o Iedi, a queda acumulada do PIB, de 7%, vai demorar alguns anos para ser zerada. Isso, é claro, levando em conta o maior crescimento possível. A estimativa foi realizada com base em taxas de crescimento de 5% ao ano, registradas em outras épocas pós-crise, o que dificilmente acontecerá dessa vez. A Bloomberg, por exemplo, estima que a taxa de crescimento deve ficar entre 2,3% e 2,4% nos próximos anos.

O economista Rafael Margato, do Santanter, indica ao jornal que a retomada da economia será mais lenta porque será liderada pelo consumo, e não por investimentos “O investimento aumenta a capacidade produtiva e a competitividade de outros segmentos, fazendo com que o crescimento potencial seja mais forte. Ele garante um crescimento sustentável”, declara.

Setores

No período de recessão, o setor mais prejudicado foi do de investimentos, com retração de 29%. Para especialistas do Iedi, ele será o último a se recuperar completamente, o que deve acontecer somente por volta de 2024. A indústria de transformação deve levar menos tempo para se recuperar da queda de 18%, em 2021. Na outra ponta está o setor de serviços, que teve queda de 5,6%, uma das menores. O comércio, já dá indícios de recuperação, o que deve continuar acontecendo nos próximos meses.

Atraso

Levando alguns anos apenas para recuperar as perdas, o Brasil pode acabar perdendo mudanças importantes na economia e ficando ainda mais para trás no ranking de desenvolvimento. “Enquanto o Brasil tenta superar a crise, o resto do mundo está avançando para a nova indústria. Corremos o risco de perder ainda mais competitividades”, explica Rafael Cagnin, economista do Iedi, em entrevista ao jornal O Globo. Para ele, o risco é acumular perdas tecnologias que não poderão ser recuperadas. “O resto do mundo não está esperando que a gente se recupere”, aponta.

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