Paraná tem três empregadores na nova lista do trabalho escravo

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Publicada pelo Ministério do Trabalho (MT), a Portaria 1.129, que altera as regras para a caracterização de trabalho análogo à escravidão, também trás mudanças para a chamada lista suja do trabalho escravo. Pela nova regra, a divulgação dessa lista ficará a cargo do ministro do Trabalho e a atualização será publicada duas vezes ao ano no site do MT. Antes, a organização e divulgação desses dados era responsabilidade do corpo técnico do ministério e a atualização podia ocorrer a qualquer momento. Na lista são divulgadas as informações dos empregadores autuados pelos fiscais do trabalho. Os patrões só entram nela depois de esgotados todos os recursos de defesa na esfera administrativa.

Uma nova lista já estava pronta para ser publicada quando a portaria entrou em vigor. O programa Fantástico, da Rede Globo, teve acesso com exclusividade à esta nova lista. Entre os mais de 130 empregadores, três são paranaenses e atuam em áreas relacionadas à extração de madeiras, criação de gado e produção de álcool.

Confira quem são eles:

José Bueno Stresser & Cia Ltda: Fazenda Lança (Rio Branco do Sul/PR)
12 trabalhadores envolvidos

Nelson Luis Slaviero: Fazenda Planalto (Guaraniaçu/PR)
19 trabalhadores envolvidos

Sabarálcool S.A. – Açucar e Álcool: Usina (Perobal/PR)
125 trabalhadores envolvidos

Reações

Várias organizações e entidades, como o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público Federal (MPF), e até mesmo a procuradora geral da república Raquel Dodge criticaram a portaria. Fiscais do trabalho chegaram a paralisar as atividades em protesto. Em entrevista à Paiquerê, o juiz da 6ª Vara do Trabalho de Londrina, Reginaldo Melhado, disse que a portaria não está em sintonia com a legislação do setor e representa um retrocesso para o País. Ele afirmou que a medida é uma “lei áurea ao avesso”.

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Dos estados da região sul, o Paraná é o primeiro no ranking de trabalho escravo. De acordo com dados do Observatório Nacional do Trabalho Escravo, criado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), já houve 82 operações de combate ao trabalho escravo no Estado, nos últimos 10 anos. Nesse período, os fiscais do ministério realizaram 1.035 resgates.

Com informações (paiquere.com.br)

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