Após Mundial, garotos querem espaço nos clubes e novo passo na seleção

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A terceira colocação no Mundial da Índia marca o fim de um ciclo para a seleção brasileira sub-17. Depois de dois anos, de dois Sul-Americanos conquistados, em 2015 e 2017, a trajetória do grupo nesta categoria chega ao fim.

Em janeiro de 2019, será disputado o Sul-Americano sub-20 e, caso se classifique, o Brasil também jogará no mesmo ano o Mundial da categoria. A seleção brasileira sub-20 de 2019 terá jogadores nascidos em 1999 e, muito provavelmente, alguns dos que foram à Índia e nasceram em 2000.

Os 21 atletas que disputaram a competição agora retornam para os seus clubes. A maioria deles ainda não faz parte do grupo principal, mas voltará ao Brasil com a esperança de ter conseguido visibilidade.

É o caso do meia Alanzinho, do Palmeiras. Durante o Mundial, a imprensa espanhola noticiou o interesse do Real Madrid em contratá-lo. Ele tem contrato com o Verdão até maio de 2020, mas ainda não ganhou uma chance entre os profissionais.

Meu maior objetivo é conseguir jogar na equipe principal do Palmeiras, já que ainda não fui relacionado – afirmou o camisa 10 do Brasil, autor do primeiro gol da vitória por 2 a 0 sobre Mali, neste sábado, na disputa do terceiro lugar.

Há também aqueles que esperam voltar e se consolidar. Paulinho é xodó do Vasco já é parte do time de cima, mas planeja ter uma sequência de jogos. Destaque do Mundial sub-17 com três gols, o jogador foi decisivo em alguns momentos e chamou a atenção pelo perfil de liderança.

Sempre que uma competição de base chega ao fim, ficam aquelas perguntas no ar: será que dentro de alguns anos vamos olhar para a lista de convocados do Brasil no Mundial da Índia e lembrar desses nomes? Será que eles estarão em grandes equipes ou até mesmo na seleção brasileira principal? O técnico Carlos Amadeu espera que sim, mas alerta.

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Todos eles vão ter que lutar muito, se dedicar muito, valorizar muito o trabalho deles para poder chegar em alto nível. A gente tem vários exemplos de seleções que conquistam campeonatos na sub-17, na sub-20, mas os jogadores não conseguem chegar na principal. E nós temos outros exemplos de equipes que não conquistam, que não são campeãs, e que muitos jogadores chegam – frisou.

O atacante Brenner, que também fez três gols no Mundial, assim como Paulinho, do Vasco, e Lincoln, do Flamengo, revelou um pacto do grupo ainda na Índia.
A gente conversou antes da disputa do terceiro lugar e combinou que temos que continuar. Temos que evoluir, jogar na seleção brasileira sub-20, evoluir nos nossos clubes, jogar campeonatos profissionais, jogar contra. E temos que jogar juntos novamente. Formamos uma família.

O técnico Carlos Amadeu também deve mudar de categoria. A tendência é que ele assuma a seleção sub-20 para conduzir o próximo ciclo. Nesse caso, Guilherme Dalla Déa, que já treinou o grupo que jogou na Índia quando ele era sub-15, assumiria a sub-17.

Agora é hora de curtir esse terceiro lugar, que tem que ser valorizado. Sobre continuar na seleção brasileira, o meu desejo é de continuar, manter o trabalho de base e ajudar o futebol do nosso país, disse Amadeu.

Com informações (globoesporte)

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