Garimpeiros trocaram tiros com homens da Força Nacional e botam fogo em prédios do Ibama

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Soldados do Exército e policiais federais estão reforçando a segurança no município de Humaitá, no sul do Amazonas. A medida foi tomada depois que garimpeiros queimaram carros e prédios do Ibama e do Instituto Chico Mendes. Segundo as investigações, os ataques foram em resposta a uma operação contra o garimpo ilegal na região.

A cidade amanheceu cheia de policiais. Peritos e agentes da Polícia Federal vieram de Porto Velho, capital de Rondônia, para fazer a perícia nos locais dos ataques e começar as investigações em Humaitá, no sul do Amazonas.

A confusão começou no fim da tarde de sexta-feira (27), quando garimpeiros atearam fogo nos prédios do Ibama e do ICM-BIO, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Segundo a polícia, o ataque dos garimpeiros foi uma represália a uma operação feita por agentes do Ibama contra a extração ilegal de ouro no Rio Madeira, numa área de proteção ambiental.

Trinta e nove balsas usadas no garimpo irregular foram apreendidas e incendiadas durante a fiscalização.

O Ibama afirma que inutiliza esses equipamentos em áreas de preservação ambiental quando não há possibilidade logística de removê-los, para impedir a continuidade do dano.
Os garimpeiros se reuniram para protestar. A Polícia Militar e homens da Força Nacional – que já estavam no município para acompanhar a operação do Ibama – tentaram conter a manifestação. Houve confronto.

Vídeos feitos por celulares registraram os tiroteios. As imagens também mostram o início dos ataques. Em um deles, os garimpeiros também tentaram invadir o prédio do Incra, que servia de alojamento para os fiscais ambientais. Mas não conseguiram. Mesmo assim, incendiaram um caminhão que estava na garagem.

Dezesseis horas depois do início da confusão, ainda encontramos fogo e muita fumaça nos dois prédios públicos que foram incendiados na sexta-feira (27). Em Humaitá, não existe Corpo de Bombeiros, por isso as chamas foram se alastrados e destruindo o que tinha pela frente. Lá funcionava o ICM-BIO. Praticamente nada restou.

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Na sede do Ibama, a imagem também é de muita destruição. Tudo virou cinzas. Os garimpeiros queimaram sete caminhonetes usadas na fiscalização ambiental, além de um caminhão.
Durante o tiroteio, na noite de sexta-feira (27), um homem que voltava do trabalho foi atingido na barriga. Ele passou por cirurgia e o quadro clínico dele é estável. Por enquanto, ninguém foi preso.

O secretário de segurança do Amazonas disse que os investigadores estão tentando identificar os autores dos ataques. “A investigação toda está em curso já para que nós possamos levantar e entregar ao governador do estado um relatório minucioso dando conta dos responsáveis por esse evento entristecedor, violentíssimo. E que o governo tome as providências adequadas”, afirmou Bosco Saraiva.

No início da tarde, fiscais do Ibama e do Instituto Chico mendes foram escoltados pela Força Nacional de Segurança e pela Polícia Rodoviária Federal de volta a Porto Velho. O superintendente do Ibama no Amazonas disse que as operações de fiscalização contra o garimpo ilegal serão mantidas na região.

“O Ibama não vai recuar, não vai compactuar com bandidagem, não vai se curvar diante de uma pressão espúria, criminosa. Vai continuar com suas atividades e vai continuar com a mão sempre firme, como sempre teve”, afirmou José Leandro Barroso.

E na manhã deste sábado (28), uma embarcação do Instituto Chico Mendes foi queimada no Rio Madeira, em um novo ataque no sul do Amazonas. Ninguém se feriu. Segundo o Ibama, garimpeiros também são suspeitos desse crime.

Com informações (G1)

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