Pai é preso suspeito de cravar picareta na cabeça do filho; Imagem forte

A Polícia Civil prendeu na noite desta quinta-feira (26) um homem suspeito de cravar uma picareta na cabeça do próprio filho. O caso ocorreu num sítio em Pacheco, bairro de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O pai nega e o advogado dele garante que não há provas.

Sangrando muito, o adolescente, de 13 anos, foi primeiro socorrido para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local e, depois, transferido para o Hospital Estadual Alberto Torres, que fica no município. Policiais militares estranharam a versão apresentada pelo pai no hospital e acionaram a delegacia local.

“Os médicos estavam bem apreensivos quando operaram o adolescente. Eu fui lá no HEAT [Hospital Alberto Torres], conversei com os médicos e o adolescente já chegou desacordado lá. Uma coisa interessante foi que uma das testemunhas falou que, quando o adolescente estava acordado, ele só falou ‘perdão, perdão’, o que corrobora a suspeita de autoria do pai, porque eles estavam brigando, houve uma discussão “, contou a delegada Mônica Areal, da 74ª DP (Alcântara).

O advogado Sérgio Ricardo Menezes, que defende o pai, garante que os indícios da polícia são frágeis. Ao G1, ele ressaltou que não há provas ou testemunha ocular no caso e ressalta que quem poderá esclarecer o que houve é a própria criança. Ele também contesta a versão de que pai e filho brigaram. O advogado disse que o pai “chamou a atenção” do adolescente.

“Hoje, não consigo apontar o Alexandre como o autor dos fatos. Tudo o que ele narrou corrobora com o depoimento das testemunhas. Não há motivação e não há motivo para mantê-lo preso. Não há prova ou testemunha ocular. Só há uma pessoa que pode narrar [o fato], que é a própria criança”, disse Menezes.

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O caso ocorreu na tarde desta quinta num sítio em Pacheco. Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, lá funciona um centro religioso para reabilitação de dependentes químicos chamado Luz da Vida.

De acordo com a delegada, o pai do adolescente, identificado como Alexandre Gomes Bruno Ribeiro, estava internado na “clínica” e o filho foi visitá-lo. O garoto estava no centro desde domingo (22) e passaria 15 dias no local, segundo testemunhas.

A suposta discussão entre Alexandre e o filho começou à tarde, por volta das 15h. Testemunhas contaram à polícia que a “briga” durou aproximadamente 15 minutos, até que o pai da vítima saísse de um dos alojamentos gritando por socorro.

“Não teve discussão. O que teve foi o pai reprimindo a criança porque ele estava jogando pedras. Ele colocou ele de castigo. Esse fato é confirmado pelas demais testemunhas. Ele [Alexandre] sobe, fica numa cadeira de palha sentado e, logo depois, em questão de segundos, ele deu um grito. A criança estava no chão com uma picareta na cabeça”, justificou o advogado.

O homem foi indiciado por tentativa de homicídio e, até a noite desta quinta, permanecia preso na 74ª DP. Segundo a delegada Monique Areal, a equipe coordenada por ela irá, agora, tentar descobrir o motivo de o garoto estar no sítio e por que não havia o acompanhamento de profissionais de saúde habilitados para tratar dos pacientes.

Até a tarde desta sexta-feira (27), o garoto ainda não tinha acordado do coma induzido. Segundo informações do hospital , a cirurgia foi bem sucedida, mas no crânio entrou muita terra e a picareta estava enferrujada.

Via : G1

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Mauricio Dias

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