Operação encontra 400 funcionários fantasma na saúde do Maranhão

Uma operação realizada nesta semana pela Polícia Federal encontrou mais de 400 funcionários fantasmas da saúde pública do Maranhão. De acordo com a polícia, as pessoas foram incluídas na folha de pagamento de diversos hospitais estaduais, sem executar qualquer tipo de trabalho.

Os fantasmas seriam pessoas “apadrinhadas” por políticos e teriam provocado um rombo nas contas públicas de R$ 18,3 milhões. Além do salário formal, alguns dos nomes citados recebiam um valor extra chamado de “folha complementar”. Nas contas, estariam incluídas também empresas que nunca existiram.

De acordo com os responsáveis pela “Operação Pegadores”, foram encontrados familiares e pessoas próximas da políticos, além de diretores de ONGs. Como relata a revista Exame, um dos casos mostra uma sorveteria que mudou, do dia para a noite, seu setor de atuação, passando a trabalhar na gestão de serviços médicos.

A polícia indica que mesmo depois de ter sido deflagrada uma operação de combate aos crimes, em 2015, os desvios continuaram acontecendo. Por esse motivo, os valores podem ser maiores do que a estimativa.

Questionado, o governo do Maranhão afirmou que os fatos encontrados “têm origem no modelo anterior de prestação de serviços de saúde[…] vigente desde governos passados”. “Desconhecemos a existência de pessoas contratadas por Organizações Sociais que não trabalhavam em hospitais e somos totalmente contrários a essa prática, caso realmente existente”, declarou o governo em comunicado.

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Mauricio Dias

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