Acusada de matar filho envenenado alega problemas psicológicos para se ausentar de julgamento

A acusada de matar o filho e tentar assassinar o ex-marido, Cristiane Renata Coelho, não participou do julgamento do caso, ocorrido nesta terça-feira (28), três anos após o crime. O ex-marido Francileudo Bezerra chegou ao fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, acompanhado por familiares. O preto simboliza o luto e a luta por justiça de quem perdeu o filho de apenas 9 anos.

“Expectativa é de que tudo acabe hoje. Tenho essa como a minha batalha final. Espero que seja considerada culpada e pegue o máximo que a Justiça brasileira possa dar para ela”, disse em entrevista à TV Jangadeiro/SBT.

Cristiane Renata não foi ao julgamento. Ela deve permanecer no Instituto Penal Feminino Auri Moura Costa, em Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza, local em que está presa desde maio de 2015. Para não participar do julgamento (júri popular composto por 7 pessoas), ela alegou ao juiz problemas psicológicos, através de uma carta escrita a próprio punho.

A acusação acredita ter provas suficientes para que Cristiane seja condenada. Entre os documentos apresentados aos jurados estão os laudos periciais de exames toxicológicos que contestam a versão dada pela acusada no dia do crime, de que o esposo teria a obrigado a tomar medicamentos fortes.

“O processo tem toda a contradição entre o que ela disse e o que foi provado pela perícia. A gente foi mostrar essa contradição”, explica Walmir Medeiros, assistente de acusação. A defesa de Cristiane não falou com a imprensa. Imagens do julgamento também não foram autorizadas.

Relembre o caso

O crime aconteceu em novembro de 2014 na casa da família, no bairro Dias Macedo, em Fortaleza. Durante o jantar, o garoto Lewdo Ricardo, de 9 anos, e o pai, na época subtenente do exército, Francileudo Bezerra, ingeriram chumbinho, veneno usado para matar ratos.

Veja Também  Polícia localiza corpos de jovens torturadas e decapitadas em mangue no Ceará

A criança faleceu, e o pai ficou internado em coma. O subtenente chegou a ser acusado do crime; mas – com a conclusão das investigações – Cristiana Renata foi indiciada por homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio. Se condenada, a pena poderá chegar de 34 a 38 anos.

Veja o vídeo

Tags

Related Articles

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Close

Adblock Detected

Please consider supporting us by disabling your ad blocker