Cirurgião confessa ter ‘tatuado’ suas iniciais no fígado de pacientes

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Um cirurgião britânico admitiu em um tribunal que deixou marcas no fígado de dois pacientes com as iniciais de seu nome durante operações de transplante. Os casos ocorreram em 2013 no hospital Queen Elizabeth, em Birmingham, no Reino Unido, e foram julgados nesta semana.

Simon Bramhall usou um equipamento elétrico que queima veias para registrar suas iniciais nos fígados. As marcas não causam danos aos pacientes e, normalmente, desaparecem por conta própria.

O médico, no entanto, acabou descoberto por um colega quando, durante uma operação, encontrou as letras “SB” no órgão de um dos pacientes. Bramhall, que trabalhou durante 12 anos no hospital, foi suspenso ainda em 2013. Em 2014 ele apresentou sua demissão, após um processo disciplinar.

“Esses atos foram errados, não só do ponto de vista ético, mas também de um crime, um abuso de confiança que seus pacientes tinham nele”, declarou a promotora Elizabeth Reide ao jornal “El País”. O veredito da ação será emitido no dia 12 de janeiro.

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