Estudo: 85% dos professores de História são de esquerda

Não existe doutrinação? 85% dos professores de História são de esquerda

(Foto: Reprodução/Escola Che Guevara - Canguaretama-RN)

O debate sobre a posição ideológica dos professores tem ganhado destaque no debate público nos últimos anos. Em Brasília, um grupo de parlamentares articula a aprovação de uma lei; a Escola Sem Partido, que proibiria o docente de defender uma posição política dentro da sala de aula.

O consenso entre os defensores do projeto é de que, especialmente na área de humanas, há uma doutrinação ideológica de esquerda por parte dos educadores.

Há poucos estudos dedicados a mapear as preferências políticas dos professores. Um deles, entretanto, debatido no Gazeta do Povo traz resultados significativos.

Uma dupla de pesquisadores realizou um levantamento com 288 professores de História de Brasil, Argentina Uruguai, Paraguai e Chile. O resultado: 84,5% dos professores brasileiros disseram preferir siglas de esquerda ou centro-esquerda. O centro, a centro-direita e a direita, somados, corresponderam a 15,5% das respostas.

Intitulada “Esquerda ou direita? Professores, opção política e didática da história”, a pesquisa tem como autores os educadores Caroline Pacievitch, professora de História da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e Luis Fernando Cerri, professor de História da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Embora o trabalho realizado pelos pesquisadores não tenha pretensões de “representatividade estatística”, os dados ajudam a identificar algumas tendências no ensino da disciplina de História. A preferência pela visão de esquerda da maior parte dos professores fica clara.

Um relatório mais antigo, elabora em 2004 pela Unesco, chegou a conclusões semelhantes. Quando perguntados se concordam com a afirmação “A liberdade e a igualdade são importantes, mas se tivesse que escolher uma das duas, consideraria a igualdade como mais importante, isto é, que ninguém se veja desfavorecido”, 75,5% dos professores entrevistados responderam que “sim”.

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Embora o relatório da Unesco evite usar termos políticos, a frase em questão costuma ser usada para mapear pensamentos mais à esquerda.

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