Vereadores e empresários de Londrina são alvos de operação do Gaeco

Operação do Gaeco de Londrina visa vereadores e empresários

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(Foto: Reprodução/Neto Almeida)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na madrugada desta quarta-feira (24) uma operação que tem como alvo vereadores e empresários de Londrina.

São 25 mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos. Dois deles teriam ocorrido na casa de Mário Takahashi (PV), presidente da Câmara, e Rony Alves (PTB).

Ainda não é de conhecimento da imprensa os motivos para a ação, mas teria relação com corrupção. O delegado do Gaeco na cidade, Alan Flore, dará uma entrevista coletiva às 11h para dar detalhes.

Policiais e servidores do Gaeco também realizam buscas na Câmara Municipal, no gabinete de Alves e Takahashi. Além de Flore, o promotor e coordenador do grupo de combate ao crime organizado, Jorge Barreto da Costa, foi ao legislativo.

O vereador Mário Takahashi também foi até a Casa. A movimentação é intensa no Centro Cívico. Servidores da prefeitura também estariam envolvidos no suposto esquema de corrupção. Até o momento não foram divulgados nomes.

“Não tem qualquer envolvimento com campanha eleitoral e envolve corrupção”, garantiu o delegado Alan Flore em uma fala rápida à imprensa.

De acordo com informações obtidas pela Paiquerê, empresários teriam pago propina a vereadores visando aprovação e vetos de projetos na Câmara Municipal relacionados a alterações de leis de zoneamento em Londrina.

O Ministério Público ainda pediu a prisão dos envolvidos, mas não adiantou quais seriam. O juiz, como medida substitutiva, autorizou que fossem usadas tornozeleiras eletrônicas por 11 pessoas.

(Foto: Reprodução/Facebook)

A Justiça ainda teria determinado o afastamento de Mário Takahashi e Rony Alves dos mandatos no legislativo de forma imediata. Caso isso se confirme, os suplentes serão convocados para assumir a cadeira.

No caso do presidente da Câmara, Valdir de Souza, do Sindicato dos Metalúrgicos seria o substituto. Já no caso de Alves, Leonilso Jaqueta está na “fila”.

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Servidor

Outra informação obtida é que um funcionário da Secretaria de Obras teria envolvimento e durante buscas o Gaeco encontrou três armas de fogo, entre elas uma garrucha e espingarda. Também teria sido achado alto valor de dinheiro em espécie em outra residência vistoriada.

Fonte: paiquere.com.br

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