Menino encontrado em porta-malas de carro morreu estrangulado

Caso de menino encontrado morto no porta-malas do carro da namorada do pai choca a Espanha

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O menino Gabriel Cruz, que desapareceu no final de fevereiro (Foto: Stringer/Twitter account of Guardia Civil /AFP)

O menino Gabriel Cruz, encontrado no domingo (11) no porta-malas do automóvel da companheira do pai, morreu estrangulado no mesmo dia em que desapareceu, 27 de fevereiro. O resultado do laudo foi divulgado pelo jornal espanhol “El País”, nesta segunda-feira (12).

Ana Julia Quezada, de 43 anos e de origem dominicana, está presa e foi acusada de ser a única suspeita da morte de Cruz até o momento. Ela é companheira de Ángel Cruz, pai de Gabriel.

A busca por Gabriel Cruz mobilizou policiais, bombeiros e voluntários. Quando desapareceu, o menino de oito anos tinha saído da casa da avó para ir à de outros familiares, a poucos metros de distância, em Las Hortichuelas (Níjar).

A mulher detida estava na mira da investigação desde o dia 3 de março, quando avisou aos agentes que teria descoberto, junto com o namorado, uma camiseta branca com restos mortais de Gabriel em um local que já tinha sido previamente rastreado.

Ainda segundo o “El País”, autoridades agora se debruçam sobre um caso que aconteceu há 22 anos: a morte da filha de Ana Julia Quezada, que supostamente caiu de uma janela aos sete anos de idade.

A polícia reabriu a investigação e revisa os dados sobre o incidente, que na época foi classificado como “morte acidental”.

Quezada tem outra filha, de 24 anos, que deu entrada em um hospital com uma crise de ansiedade na noite de domingo.

A polícia trabalha com duas linhas investigativas para descobrir a motivação do crime. Uma de que Quezada pretendia pedir um resgate para liberar o menino – a família chegou a oferecer 10 mil euros (cerca de R$ 40 mil) por informações que levassem ao paradeiro de Gabriel. A outra possibilidade é por ciúmes que a suspeita teria do menino e da boa relação que seus pais mantinham.

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Patricia Ramírez, mãe do menino, pediu nesta segunda que “em memória do peixinho”, apelido pelo qual Gabriel era conhecido, “não se propague a raiva, que não se fale mais dessa mulher”, em referência às menções feitas a Quezada.

Ela também agradeceu pelas manifestações de solidariedade. “Ainda que não tenhamos um final feliz, o peixinho vai nadando até o céu”, disse.

Fonte: G1