Vereador policial de Ibaiti é preso pela Operação Perjúrio

Operação do GAECO prende policial civil em Ibaiti

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(Foto: Reprodução)

Foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, dia 15, a “Operação Perjúrio” em Ibaiti, coordenada pelo Ministério Público da Comarca, por intermédio de suas Promotoras de Justiça. Foi cumprido um Mandado de Busca e Apreensão e de Prisão Preventiva em face do investigador de polícia ELIELSON CARLOS ARAÚJO(foto) e também vereador do Município de Ibaiti, contando com o apoio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Londrina, para o cumprimento das medidas.

Segundo apontado pelo Ministério Público, a deflagração da “Operação Perjúrio” resultou de investigação realizada pelo órgão, em razão de suspeitas de vazamento de informações sigilosas por parte de tal policial, conhecido como Tiguera.

Durante as investigações, em que houve a infiltração de agentes num grupo investigado, constatou-se que antes da deflagração de medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário, o policial em questão repassou informações sigilosas, que tinha conhecimento em razão do cargo, a fim de auxiliar os suspeitos e frustrar o cumprimento das medidas.

Ainda, no decorrer das investigações, apurou-se a prática de outros crimes por parte do detido, dentre eles falsificação de documento público e facilitação de fuga de presos, ocorrida em fevereiro de 2018. A Operação foi batizada de “Perjúrio” em razão da violação do juramento de “servir e proteger” a sociedade que todo policial faz ao ingressar na carreira, de acordo com a Promotora de Justiça Dúnia Serpa Rampazzo.Não é a primeira vez que o detido tem sua prisão preventiva decretada.

Ele já esteve preso quando foi deflagrada a “Operação Alcova” em 2016, que apurou a prática de crimes de exploração sexual de menores, sendo que veio a reiterar praticas criminosas conforme apurado na presente investigação, informa a Promotora Letícia Alves.

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A Promotora Nathália Galvão Arruda Torres, assevera que o Ministério Público também já ingressou na esfera cível com ação por improbidade administrativa em face de tal servidor e agente político.

Afirmou que “sua atuação, na condição de policial civil, deveria garantir a segurança pública da população, reprimindo as condutas criminosas, tendo agido de forma diametralmente oposta, ao frustrar ações de combate ao crime.

Ainda, diante de sua posição social de vereador, enquanto representante do povo, deveria ter um exemplo de conduta social, sendo que acabou por violar os princípios que regem a Administração Pública, em especial o princípio da moralidade e da legalidade.”O investigador foi levado pela Corregedoria da Polícia Civil para permanecer detido em Curitiba.

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