Catador encontra caixas com dinheiro triturado no DF; polícia investiga

Instituto de Criminalística investiga se cédulas são legítimas. Por lei, só o Banco Central pode destruir moeda.

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Notas de dinheiro trituradas e descartadas em contêiner de lixo no DF (Foto: Mara Puljiz/TV Globo)

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a origem de caixas de dinheiro triturado encontradas por um catador de lixo, em uma caçamba do Sudoeste, nesta segunda-feira (19). Segundo a corporação, as cédulas de R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100 estavam armazenadas em caixas, transformadas em pedaços com menos de 1 cm.

O material foi recolhido pelo Instituto de Criminalística e encaminhado para perícia. Segundo a delegada-chefe da 3ª DP (Cruzeiro), Cláudia Alcântara, até a tarde desta terça (20) ainda não havia uma conclusão sobre a legitimidade ou a origem do dinheiro. A definição pode levar até 30 dias.

“Pela quantidade que foi localizada aqui naquele contêiner, é muito dinheiro. Não é pouco. Precisamos saber realmente como aquele dinheiro foi parar ali, e por que alguém triturou um dinheiro que é, provavelmente, verdadeiro”, afirmou.

  • O que pode ser?

O dinheiro triturado não é, necessariamente, ilegal. No Brasil, o próprio Banco Central tem autorização para retirar de circulação as cédulas e moedas que estejam danificadas pelo uso – é o chamado “saneamento do meio circulante”.

“Devem ser retiradas de circulação as cédulas manchadas, sujas, desfiguradas, gastas ou fragmentadas; com marcas, rabiscos, símbolos, desenhos ou quaisquer caracteres a elas estranhos; com cortes ou rasgos em suas bordas ou interior; queimadas ou danificadas por ação de líquidos, agentes químicos ou explosivos etc”, explica o site da instituição.

Caixa com cédulas trituradas e descartadas em contêiner de lixo no DF (Foto: Mara Puljiz/TV Globo)

Quando esse tipo de cédula é depositada em um banco comum, o Banco Central faz a troca por uma nova e destrói o papel antigo. O resultado da trituração pode ser encaminhado para vários usos – confecção de suvenires ou matéria-prima para adubo, por exemplo.

“Nós vamos ver, junto à Casa da Moeda, se existe a possibilidade de aquele dinheiro ali ser advindo de um suvenir, provavelmente uma almofada, que rasgou e a pessoa jogou fora. Então, existe essa possibilidade também”, diz Cláudia.

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A destruição de dinheiro por um cidadão, no entanto, é crime. Em geral, esse tipo de caso é enquadrado no artigo 163 do Código Penal, como “dano qualificado”.

O texto prevê que destruir, inutilizar ou deteriorar “patrimônio da União, Estado, Município, empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista” pode gerar pena de detenção de 6 meses a 3 anos, além de multa.

Fonte: g1.globo.com