Ministro diz que decreto dos portos não beneficiou a Rodrimar e crê em inocência de Temer

Marun: prisões da PF não enfraquecem governo e Temer "nada tem a ver com isso"

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Ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, em Florianópolis (Foto: Juliana Gomes/ G1)

O ministro da Secretaria Geral de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, afirmou que o decreto dos portos não beneficiou a Rodrimar e crê na inocência do presidente Michel Temer no inquérito que investiga se ele, por meio de decreto, beneficiou empresas do setor portuário em troca de suposto recebimento de propina.

“Temos uma certeza de que o decreto dos portos não beneficia a Rodrimar. Essa certeza continua.

Por isso, nós temos a mais absoluta convicção de que em havendo clareza, imparcialidade na condução das investigações chegaremos à obvia conclusão, como se se estivesse investigando um assassinato de quem não morreu, o decreto dos portos não beneficia a Rodrimar e que ao final restará esclarecida a absoluta inocência do presidente em relação a tudo isso”, declarou Marun.

O ministro participou nesta quinta-feira (29) do anúncio de repasse de recursos para a saúde de Santa Catarina, em Florianópolis.

No evento Marun comentou também sobre a prisão de dois amigos do presidente Michel Temer pela Polícia Federal, nesta manhã em São Paulo – o advogado José Yunes, ex-assessor especial da Presidência da República, e João Baptista Lima Filho, ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo.

“A prisão de dois amigos do presidente é uma situação sobre a qual nós ainda não temos conhecimento específico dos motivos que levaram a ela. O que temos é uma certeza, temos uma dúvida em relação aos motivos, não os conhecemos”, disse o ministro.

“Não falei sobre isso com o presidente. Ele está cumprindo agenda no Espírito Santo, na inauguração do aeroporto de Vitória. Nós não conversamos hoje pela manhã”, afirmou Marun.

As prisões dos dois amigos de Temer foram solicitadas pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no âmbito da Operação Skala, deflagrada pela PF no setor de portos.

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Foram presos também o empresário Antônio Celso Greco, dono da empresa Rodrimar, que opera no porto de Santos e o ex-ministro da Agricultura e ex-deputado federal Wagner Rossi, que em 1999 e 2000 foi diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo, estatal administradora do porto de Santos; em Americana (SP), Milton Ortolan, auxiliar de Rossi; e, no Rio de Janeiro, Celina Torrealba, uma das donas do grupo Libra.

Na Rodrimar, houve cumprimento de mandados de busca e apreensão em unidades da empresa, segundo informou a assessoria da empresa.

A Operação Skala foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que investiga o presidente Temer.

  • PRESOS NA OPERAÇÃO DA PF

José Yunes, advogado, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer
Antônio Celso Greco, empresário, dono da empresa Rodrimar
João Batista Lima, ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo e amigo de Temer
Wagner Rossi, ex-deputado, ex-ministro e ex-presidente da estatal Codesp
Milton Ortolan, auxiliar de Wagner Rossi
Celina Torrealba, uma das donas do grupo Libra
José Yunes

“É inaceitável a prisão de um advogado com mais de 50 anos de advocacia, que sempre que intimado ou mesmo espontaneamente compareceu a todos os atos para colaborar.

Essa prisão ilegal é uma violência contra José Yunes e contra a cidadania”, afirmou o advogado José Luis Oliveira Lima.

João Baptista Lima Filho

O G1 SP tenta contato com a defesa do coronel.

Milton Ortolan

O G1 Campinas tenta contato com a defesa de Ortolan.

Wagner Rossi

“Wagner Rossi aposentou-se há sete anos. Desde então, nunca mais atuou profissionalmente na vida pública ou privada.

Também nunca mais participou de campanhas eleitorais ou teve relacionamentos políticos. Mora em Ribeirão Preto onde pode ser facilmente encontrado para qualquer tipo de esclarecimento. Nunca foi chamado a depor no caso mencionado.

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Portanto, são abusivas as medidas tomadas. Apesar disso, Wagner Rossi está seguro de que provará sua inocência”, afirmou nota encaminhada.

Mulher ligada ao grupo Libra

O Grupo Libra informou que não vai se pronunciar.

Antônio Celso Grecco

A Rodrimar e a defesa de Grecco apenas confirmaram a detenção do empresário e as buscas na companhia em Santos.

Edinho Araújo (prefeito de Rio Preto e ex-ministro dos Transportes): Intimado a depor

“Recebi a intimação para comparecer na Polícia Federal, compareci espontaneamente, prestei todo esclarecimento e como fui ministro dos Portos e os fatos envolver isso. Prestei as informações, perguntaram se eu conhecia as pessoas. As minhas ações foram pautadas pela lei e ordem.”

“Todas as ações que envolvem os Portos, de questões de concessão tinham parecer jurídico, da Advocacia Geral da União, estou super tranquilo. Como ministro dei andamento aos processos que já existiram.”

Com informaçoes: G1