Justiça determina o bloqueio de bens de promotora de Londrina

(Foto:Reproduçao/G1)

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 150 mil da promotora Solange Vicentim, de Londrina, no norte do Paraná. Ela é acusada de favorecer a empresa que atualmente faz a coleta de lixo no município.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), as negociações entre a promotora e o dono da empresa Kurica Ambiental, ocorreram em 2015, quando um contrato para a coleta em Londrina se encerrou.

Solange, à época promotora do Meio Ambiente, teria pressionado a prefeitura para que a Kurica fosse contratada para prestar o serviço. Ela defendeu a coleta com o uso de transbordo, cuja capacidade técnica já havia sido informada pela empresa antes de vencer a licitação.

No formato, o lixo que é coletado nas casas seria acumulado em uma área perto da zona urbana e levado até a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) em caminhões maiores. Com isso, o número de viagens diminuiria. Para o juiz que determinou o bloqueio, não parece admissível que um membro do MP sugira a contratação de uma empresa determinada valendo-se da autoridade de seu cargo.

A Kurica e Marcos Almeida de Oliveira também tiveram os bens bloqueados. A medida é para assegurar recursos para cobrir eventuais condenações ao fim do processo. A ação pede ainda que a promotora seja condenada à perda de função pública, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa.

  • Outro lado

A promotora disse que nada do que está na ação é verdade, que nunca recebeu vantagem indevida e que não defendeu interesses particulares, mas o interesse público. Segundo Solange, a questão do trasbordo foi apenas um dos temas discutidos, sendo que o tratamento do chorume, o antigo aterro sanitário e um empreendimento também foram discutidos.

Em nota, a Kurica Ambiental classificou como temerária e injusta a ação e disse que houve distorção dos fatos, provas e depoimentos. A empresa lamentou que o MP seja “palco de negligência com a verdade dos fatos” que estão em inúmeros documentos que fazem parte do processo. A empresa alega que os documentos, se fossem minimamente consideráveis, jamais permitiriam que a ação judicial fosse proposta.

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A Kurica disse ainda que sempre defendeu a abertura de licitação e que defende o modelo da coleta de lixo com o transbordo porque isso traria economia de milhões de reais para os cofres públicos.

Com informaçoes: G1

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