Criança com aneurisma cerebral não consegue UTI mesmo após decisão da Justiça

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Luiz Fernando Batista Alves Júnior foi diagnosticado com aneurisma cerebral (Foto: Ivan de Jesus/Centro América FM)

Uma criança de 11 anos está internada há cinco dias no Hospital Municipal Milton Pessoa Morbeck, em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, esperando por uma vaga em uma Unidade Intensiva de Tratamento (UTI). Luiz Fernando Batista Alves Júnior foi diagnosticado com aneurisma cerebral.

Há três dias a família conseguiu uma liminar na Justiça para que o menino seja transferido para uma UTI, no entanto, a determinação ainda não foi cumprida até esta terça-feira (1º). Luiz mora com a família no Bairro São João, em Barra do Garças. A mãe dele, Dorian Lopes Souza, de 32 anos, procurou a Defensoria Pública, que entrou com pedido de liminar para que o garoto conseguisse a UTI, contra o governo estadual e o município.

“Meu filho está internado com dor de cabeça e vomitando. Está esperando vaga e precisa de um neurocirurgião e de uma UTI pediátrica. Não tem resposta e nem vaga em lugar nenhum”, declarou a mãe da criança.

O pedido foi feito na noite de sexta-feira (27) e concedido pelo juiz Michell da Silva, da Vara da Infância e Juventude. O estado e o município foram intimados às 20h59 do mesmo dia, mas até a noite desta segunda-feira (30), a determinação do juiz não havia sido cumprida. De acordo com a defensoria, nenhum hospital de Cuiabá e dos outros municípios conta com vaga em UTI pediátrica com neurocirurgião.

A família e a defensoria tentam vaga em Goiânia, já que o menino precisa de uma avaliação de um neurocirurgião que poderá indicar o tratamento. O menino reclamou de fortes dores de cabeça e que esse sintoma foi seguido de vômitos na quinta-feira (26). Ao levá-lo para o Pronto-Socorro, os médicos detectaram que ele estava tendo hemorragia cerebral moderada e o internaram para aguardar uma vaga de UTI. A família diz que Luiz Fernando já teve hemorragia cerebral quando tinha 9 anos. Desempregada, a mãe também pede doações e qualquer tipo de ajuda.

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“Se tiver [vaga em hospital] particular, não temos dinheiro. Se ele continuar aqui tem risco de morrer. É uma sensação de desespero. Não sei o que faço mais, não acho uma porta aberta”, lamentou a mãe.

  • Outro lado

O secretário de Comunicação de Barra do Garças, Vander Lima, disse que a prefeitura fez a regulação da criança e pediu a vaga ao estado. No entanto, teve a resposta que não há previsão de vaga. A prefeitura também comentou que, por ser de alta complexidade, não tem como dar suporte ao menino.

Com informações G1