Delator detalha suposto repasse de caixa dois para campanha de Tiago Amaral

O proprietário da construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, principal delator da Operação Quadro Negro, que apura fraude de R$ 20 milhões em construção e reforma de escolas estaduais, prestou depoimento na semana passada e deu detalhes de como funcionava o esquema de desvios e citou diversos políticos paranaenses. O Paraná TV 2ª Edição, da RPC, teve acesso ao conteúdo, que foi divulgado nesta segunda-feira (14) no telejornal.

Entre os trechos, Souza reafirma que repassou R$ 50 mil das obras para suposto caixa dois da campanha do então candidato a deputado estadual Tiago Amaral (PSB), em 2014. O delator deu detalhes de como teria sido realizado o pagamento em espécie, no comitê de Tiago, e que o pai dele, Durval Amaral, atual presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), estaria presente e teria agradecido pela verba.

“Vou dar 50 mil para começar, durante a campanha. Ai fui, marquei com ele (TIago) no comitê dele. Entrei, Claudinha me atendeu, entreguei o dinheiro pra Claudinha, Claudinha sai, entra o Durval, me agradece e combinei… falei assim ó: ‘Eu tenho um pedido. Não tirar o Fanini (Maurício Fanini, ex diretor da Secretaria Estadual de Educação do Paraná, que está preso em Brasília) da Fundepar, segurar o Fanini onde ele tá. Tipo onde ele estivesse’. Ele falou: ‘Não, pode deixar, tá combinado’. Depois vou lá na sala, o Tiago tá do lado, agradeço, falo com o Tiago, me agradece e tal”, detalhou Souza.

Quando citado pela primeira vez nas delações, em outubro de 2017, Tiago Amaral negou ter recebido dinheiro, em entrevista à Paiquerë. A reportagem procurou novamente o parlamentar nesta terça-feira (15) sobre o suposto pagamento e aguarda resposta.

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Ainda nos trechos divulgados, Eduardo de Souza detalhou que teria pago parcelas no valor de R$ 100 mil para campanhas do ex-governador Beto Richa (PSDB), do irmão dele e ex-secretário de Infraestrutura e Logística, Pepe Richa, e do filho Marcello Richa. Também afirmou que teria pedido dinheiro extra ao deputado estadual Plauto Miró (DEM) e o então deputado federal Ricardo Barros (PP) teria acertado mesada de R$ 15 mil para o cunhado Juliano Borghetti, em troca de cargo na vice-governadoria, para Cida Borghetti (PP), atual governadora do Estado.

Com informaçoes: paiquere.com

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