Membro de igreja é acusado de ameaçar e abusar sexualmente de duas adolescentes

Um homem, membro de uma igreja evangélica de Pinhais e formado em Teologia, está sendo acusado de ameaçar e abusar sexualmente de duas adolescentes. Além de trocar mensagens pornográficas e realizar ameaças, as vítimas eram levadas para um motel, em Colombo, onde o homem praticava os abusos.

Uma das vítimas, uma adolescente de 15 anos, contou à reportagem da Rede Massa que conheceu o homem por intermédio de uma amiga, de quem o suspeito afirmava ser tio. “Ela [amiga] falou para a gente entrar no carro dele, que iríamos para o colégio. Ele só falou ‘oi’ e nós fomos, fui conversando com ela. Na hora de ir para o colégio ele não parou, continuou no carro”, explicou a menor.

O homem em questão, identificado como Dorival Silva, o “Doda”, membro de uma igreja evangélica, na realidade não era tio da adolescente, e o destino da ‘carona’, na verdade, era outro: um motel em Colombo. “Quando cheguei lá, fui descer do carro e ele falou que não era para eu descer, que iria atrás de mim… eu fiquei assustada. Daí nós entramos e ele começou a fazer… mandou eu fazer sexo oral nele. Falei que não queria e comecei a chorar, e ele me chamou de p*”, relata a adolescente, que viveu cinco horas de terror e ameaças dento do local, junto com a amiga e também vítima do homem.

A menor afirmou que, neste momento, o homem a empurrou da cama. “Eu achava que ia morrer, porque não sabia se ia poder voltar ou não. Mas não comentei com ninguém, pois ele falou que se eu constasse para alguém ou acontecesse alguma coisa, ele conhecia gente na polícia e viria atrás de mim”. A partir da ocasião, Doda passou a perseguir a adolescente, novamente utilizando a amiga. “Ela [amiga] pegou e falou ‘você vai ou ele vai me matar, por favor, vai’, daí eu entrei no carro pois eu não queria que matasse ela”, desabafa.

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O homem levou as adolescentes outras duas vezes para o mesmo motel, onde em nenhum momento enfrentou empecilhos para entrar. “Ele [Doda] puxou minha cabeça para eu fazer sexo oral nele. Falei que não queria e comecei a chorar… aí ele pegou e empurrou, assim, minha cabeça com a mão. Foi horrível, foi muito ruim, muito mesmo. Aí nesse dia ele tirou a foto”, explica a menor, se referindo a uma foto tirada por Doda dentro do banheiro do motel, onde ela e a amiga aparecem seminuas.

O registro foi usado pelo homem para ameaçar as adolescentes. “Falava que ia postar no Facebook e me marcar, que ia falar para o Daniel e ele ia acabar com a minha vida, ia me ferrar”. O outro homem, citado pela adolescente, era Daniel Sabino, um perfil no Facebook que dizia ser amigo de Doda e também a ameaçava. Sem fotos próprias, a página era usada para compartilhar imagens pornográficas. “Acho que é a mesma pessoa [Doda], na verdade. Falava para eu ir [ao motel], se eu não fosse dizia que ia ‘ferrar’ com a minha vida”.

A menor afirma, ainda, que teve vontade de contar o que estava acontecendo para alguém, mas sentia vergonha e, além disso, tinha medo de que algo acontecesse com ela ou com a mãe. “Mas eu ficava com vergonha porque, tipo, eu tenho 15 anos, tipo… eu achava que… imagina? Eu me sentia tipo um lixo, sabe? Eu não podia nem contar para outra pessoa, eu não sabia se era só ele ou se eram mais, vai que na hora que eu saísse de lá vinha outro e me matava? Ou vinha atrás da minha mãe?”, desabafou.

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A situação foi descoberta pela mãe da adolescente, que encontrou diversas mensagens com conteúdo pornográfico enviadas pelo homem no celular da filha. Ao perceber as ameaças, a mulher se passou pela filha e passou a conversar com o suspeito. “Ele manda mensagens falando que quer sair, que quer foto, perguntando das partes intimas dela. Também pede para fazer vídeo chamada, essas coisas…”, explicou. Em seguida, a mulher registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia do Alto Maracanã, que investiga o caso. “Eu acho que nenhuma mãe merece passar por essa situação né? Filho nenhum, eu acho, precisa passar por isso. E a nossa vida acabou, ele destruiu nossa família”.

Para a mãe da vítima, a família só terá paz o dia que Doda for preso. “Eu acho muito injusto, agora a gente se prende e ele está lá, curtindo com a família dele curtindo e acabando com a vida das outras meninas, com a família dos outros”, encerrou. Para a adolescente, fica o sentimento de revolta. “Eu sinto nojo, raiva, vontade de me matar às vezes”.

Com informaçoes: massanews.com

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