Dornelles assume governo do Rio após prisão de Pezão

Essa é, pelo menos, a terceira vez que Dornelles assume o cargo de governador do Rio de Janeiro.

O vice-governador Francisco Dornelles, de 83 anos, assume automaticamente o governo do estado do Rio de Janeiro após a prisão governador Luiz Fernando Pezão, na manhã desta quinta-feira (29), na Operação Boca de Lobo, em mais uma etapa da Lava Jato no Rio. Por volta das 11h, Dornelles já estava no Palácio Guanabara, sede oficial do governo do RJ.

“O governador em exercício afirma que o Governo do Estado do Rio de Janeiro manterá todas as ações previstas no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e dará prosseguimento aos trabalhos de transição de governo, reiterando o seu maior interesse na manutenção do bom relacionamento com os demais Poderes do Estado”, ressaltoiu, em nota, a assessoria do governo do estado.

Em março de 2016, Pezão foi licenciado após ser diagnosticado com um linfoma não-Hodgkin anaplásico de células T-Alk positivo e Dornelles também assumiu o governo por sete meses. Em julho de 2017, o governador entrou de licença médica por uma semana para cuidar de problemas no quadro metabólico.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Pezão operava um esquema de corrupção próprio, segundo o Ministério Público Federal (MPF). Apesar de ter sido homem de confiança de Sérgio Cabral e assumido papel fundamental na organização criminosa do ex-governador, inclusive sucedendo-o na sua liderança, Pezão operou esquema de corrupção com seus próprios operadores financeiros.

Dornelles nasceu em Belo Horizonte no dia 7 de janeiro de 1935, é advogado e tem especialização em finanças. Ele foi ministro dos governos José Sarney e Fernando Henrique Cardoso. É sobrinho do ex-presidente Tancredo Neves e primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Junto com Pezão, Francisco Dornelles foi alvo de mais de dez pedidos de impeachment, no governo do RJ. Oito deles foram arquivados.

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Em uma possível ausência do vice-governador, quem assume o cargo é o presidente da Assembleia Legislativa. Em novembro de 2017, o então presidente da Alerj, Jorge Picciani, também foi preso, alvo da Operação Cadeia Velha, e afastado da presidência da Casa.

Picciani é suspeito de receber propina da Fetranspor, em um esquema de corrupção no setor que envolveria políticos. Em março deste ano, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu prisão domiciliar ao parlamentar, que é cumprida na casa dele, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

Com relação ao processo sucessório referente ao governo estadual, o presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, André Ceciliano, alegou que não poderia assumir o cargo de governador.

No entendimento da Alerj, na situação atual, o terceiro na linha sucessória seria o presidente do Tribunal de Justiça. O sucessor de Picciani na Alerj é o primeiro vice-presidente, deputado Wagner Montes, que vem renovando a licença médica a cada 30 dias. Ceciliano, segundo vice-presidente é, portanto, interino do interino.

Com informaçoes: G1

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