Porta-voz dos bombeiros é tietado para selfies e ganha legiões de fãs nas redes sociais

0
54
Foto: Reprodução/whatsapp

A chuva de pétalas que os bombeiros organizaram em homenagem às vítimas do desastre de Brumadinho, nesta sexta (1º), terminou como um ato de reverência a quem passou os últimos 8 dias vasculhando a lama de rejeitos da Vale atrás de sobreviventes e mortos.

O mais requisitado era o tenente Pedro Aihara, 25, porta-voz da corporação que despertou respeito, elogios e admiração de quem acompanha o noticiário sobre a tragédia humana e ambiental.

Um grupo de cerca de 15 pessoas fazia fila para tirar uma selfie com Aihara, cumprimentá-lo e agradecer pelos esforços, em frente ao posto de comando montado em uma faculdade. Outros bombeiros também receberam um boneco de super-herói e flores.

Uma delas era a bióloga Sther Moreira, de 60 anos, que trabalha desde terça-feira (29) como voluntária no cadastramento dos atingidos. Ela reservou um tempo no trabalho para tirar uma foto com Aihara. “Pelo trabalho dele, pelo profissionalismo, a atenção que ele tem com as pessoas, de maneira geral”, diz Sther.

Outro grupo de dez mulheres foi de Belo Horizonte, com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, para fazer orações às vítimas e levar flores à equipe de resgate. A elas, o tenente mostrou o escapulário que usa como proteção.

O número de seguidores de Aihara saltou de 3 mil para quase 120 mil no Instagram desde que começou a relatar os trabalhos de resgate com um discurso eloquente, seguro e tranquilo. Ele diz que a tietagem representa mais que a demonstração de carinho exclusivamente com ele.

“O que faço é apenas transmitir o trabalho destes grandes heróis. Esses, sim, merecem todo o reconhecimento e todo tipo de aplauso”, diz Aihara.
“Quando a gente fala de vidas humanas, se a gente tem uma informação errada, pode impactar negativamente na vida de uma família de uma maneira muito intensa.

Veja Também  Após 27 anos de contrato, Carolina Ferraz processa Globo e reclama direitos trabalhistas

Então, em primeiro lugar, eu tenho noção dessa responsabilidade. Em segundo lugar, é uma operação muito difícil, porque são muitas agências envolvidas. São muitos dados que chegam, a gente tem que verificar esses dados, são muitas demandas”, completa.

Veja mais em Globo.com