Um professor de esgrima foi preso nesta segunda-feira (11), no bairro Portão, suspeito de abusar sexualmente de uma aluna durante treinamentos no Clube Círculo Militar de Curitiba. A vítima, de 12 anos, relatou a situação para a mãe, que registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.).

O delegado José Barreto de Macedo Junior, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), explicou que os abusos sexuais aconteciam durante os treinamentos de esgrima, realizados três vezes por semana. “Ele aproveitava o alongamento para passar o dedo na genitália da menina, às vezes beijava os seios da vítima, entre outras situações de abuso sexual que aconteciam nos treinos, que eram individuais”, disse.

Para conquistar a confiança da vítima, o professor, de 50 anos, teria lhe oferecido descontos para que continuasse frequentando as aulas. “Ofereceu uma bolsa para que ela não pagasse as aulas de esgrima, e teria emprestado até uma espada de esgrima, falando que ela seria um talento, que ele tinha que investir no talento dela. Tudo para incentivar que ela frequentasse as aulas, que aconteciam três vezes na semana”, relatou. A vítima afirmou que os abusos aconteciam em todas as aulas há algum tempo.

A situação foi descoberta após a mãe da menina notar mudanças em seu comportamento. “As notas estavam mais baixas, ela estava mais rebelde, não se cuidava tanto e gerou um alerta na mãe, que resolveu conversar com a filha. Na conversa, a vítima resolveu se abrir, até porque o professor teria ido para outro país em uma viagem, então ela aproveitou o momento e contou todos os fatos”.

O notebook e o celular do homem foram apreendidos pela equipe, que irá investigar se há a existência de conversas com outras vítimas ou conteúdo pornográfico nos aparelhos. “Fica o alerta para quem tem filho que faz aula de esgrima no Círculo Militar. Que conversem com seus filhos, vejam se por algum motivo eles não foram vítimas de abuso sexual. Em caso positivo, nos procurem”, alertou.

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Em depoimento, o suspeito negou as acusações e afirmou que a vítima “sofre de um transtorno”, de acordo com o delegado. O homem relatou, ainda, que foi demitido do Círculo Militar na última semana pois o local estava com “excesso de funcionários”. Por telefone, o clube informou que “não tem informação” sobre o caso e que “os advogados vão se inteirar da situação”. Ele permanece preso de forma temporária, e deve responder por estupro de vulnerável.

Fonte: Massa News

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