A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e a distribuição, em todo o país, de alguns lotes de derivados de frango in natura da marca Perdigão.

Segundo a decisão, o motivo é a suspeita de contaminação dos produtos por salmonella enteritidis, uma bactéria que pode provocar infecção gastrointestinal, e que é encontrada no sistema digestivo de animais e em vegetais plantados em solos contaminados.

O quadro da contaminação tem como principais sintomas dores abdominais, diarreia, febre e vômito.

Sintomas da contaminação

Segundo o comunicado da BRF, conglomerado que detêm mais de 30 marcas, incluindo a Perdigão e a Sadia, o contágio pela bactéria pode ocorrer quando os alimentos não são completamente fritos, cozidos, assados ou manuseados conforme descrito nas embalagens.

Dessa forma, o grupo responsável pela marca anunciou o recolhimento de 164 toneladas de cortes e miúdos de frango in natura, como filezinho (sassami), filé de peito e coração. O volume representa 0,1% da produção mensal de frango da empresa no país.

  • Itens foram comercializados em todo o Brasil

Os itens recolhidos foram fabricados na unidade de Dourados (MS) e contêm o selo de Serviço de Inspeção Federal (SIF) 18 e datas específicas de validade. Eles foram comercializados nos estados do Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

  • Empresa noticiou o recall

A instrução da empresa, indicada em site criado para noticiar o recall, é de que os consumidores que tiverem adquirido os produtos dos lotes citados entrem em contato pelo telefone 0800 031 1315 ou pelo e-mail recolhimento.sac@brf-br.com, para esclarecer dúvidas ou para solicitar troca ou devolução.

Os lotes recolhidos serão avaliados pelas autoridades sanitárias, que determinarão o que será feito com os produtos. Além disso, a BRF informou ainda que todos os demais lotes de produtos da fábrica de Dourados estão em conformidade com os padrões de qualidade requeridos pela legislação, não representando risco aos consumidores.

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Fonte: Ric Mais