Aaron Thomas Campbell, 16 anos, que estuprou e matou Alesha MacPhail, 6 anos, na Ilha de Bute, na Escócia, em julho de 2018, foi condenado nesta quinta-feira (21). Durante a audiência, Lord Matthews, juiz responsável pelo caso, permitiu que sua identidade fosse revelada mesmo se tratando de um menor de idade porque considerou que o crime é de interesse público. Ele será será sentenciado no dia 21 de março.

A audiência foi assistida pelo próprio Campbell, assim como os pais de Alesha. Na ocasião, o juiz Lord Matthews disse que “Não poderia pensar em um crime nos últimos tempos que tenha atraído tanta repulsa”. Esta é a primeira vez que a restrição de revelar a identidade do menor foi anulada e a natureza “única” do caso foi enfatizada no tribunal.

Segundo a lei escocesa é ilegal publicar qualquer informação que possa identificar qualquer pessoa com idade inferior a 18 anos que seja acusada, vítima ou testemunha em um caso criminal. Matthews ainda disse que o adolescente havia cometido “Alguns dos crimes mais perversos e malignos que este tribunal já ouviu em sua longa história de lidar com a depravação. Eu não tenho ideia de por que você fez isso. Eu sei que a evidência contra você é avassaladora”.

  • Sequestrada da própria cama

De acordo com o jornal The Sun, o jovem é considerado culpado pelo sequestro, estupro e assassinato de Alesha. Na madrugada do crime, Campbell deu uma festa em sua casa e depois que os amigos saíram, foi até a residência dos avós e do pai da menina, onde ela estava hospedada para passar as férias. A criança estava dormindo na própria cama quando foi surpreendida pelo adolescente armado com uma faca. Ele então teria levado a menina até um jardim de hotel abandonado que fica nas proximidades para, então, estuprá-la e matá-la.

Alesha, a menininha “sorridente” que era adorada por sua família, foi encontrada no local de bruços e nua na manhã seguinte.

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Durante o julgamento, o júri ouviu evidências científicas avassaladoras ligando o assassino ao crime, com uma combinação de seu DNA detectado em 14 partes diferentes do corpo de Alesha, bem como o reconhecimento de seu sêmen, indicando que ele estuprou a criança. Fibras que se acredita serem da calça do acusado também foram encontradas nas roupas de Alesha.

O tribunal ouviu ainda que ela tinha 117 ferimentos separados e que ela morreu de “pressão no pescoço e no rosto”. O patologista, que examinou o corpo de Alesha, alegou ao júri do Supremo Tribunal em Glasgow que ele nunca vira nada como os ferimentos infligidos em suas partes íntimas e que a menina sofreu ferimentos catastróficos, alguns dos quais ele concluiu que foram infligidos enquanto ela ainda estava viva.

  • Família da vítima

Em uma declaração ao tribunal, a mãe de Alesha, Georgina Lochrane, disse que não podia expressar o quão devastada estava por ter perdido sua “linda, feliz e sorridente menina”. “Fico feliz que o jovem que fez isso tenha sido finalmente levado à Justiça e que ele não seja capaz de infligir a dor a outra família que ele fez com a minha. Alesha, eu te amo tanto, meu amigo pequenino. Eu sentirei sua falta para sempre”.

O pai de Alesha, Robert MacPhail, também divulgou um comunicado dizendo: “Não podemos acreditar que nunca mais veremos nosso pequenino anjo Alesha. Sentimos muita falta dela.”Esperamos que o jovem que a levou de nós seja preso por muito tempo por causa do que ele fez com a nossa família. Alesha pode ter ido embora de nossas vidas, mas ela sempre estará em nossos corações”.

Fonte: Ric Mais

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