Uma mulher foi presa em flagrante nesta segunda-feira (25), no estacionamento de um supermercado no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC), suspeita de produzir e vender históricos escolares falsos. No computador da mulher foram encontradas 50 falsificações de conclusão de Ensino Fundamental e Médio, emitido pelo Colégio Estadual Teotonio Vilela.

Ana Paula Oliveira Costa, de 32 anos, foi presa no momento em que iria entregar um documento falsificado para uma vítima, que denunciou a situação à Delegacia de Estelionato após descobrir que a suspeita não oferecia cursos, mas sim diplomas falsos. “Fomos procurados por uma pessoa que teria contratado um serviço de Ensino Médio, pensando que iria cursar realmente este curso. Porém, ela descobriu que a mulher não vendia curso, mas sim diplomas por R$ 250. A pessoa ficou assustada e entrou em contato conosco, e disse que teria marcado com a pessoa no estacionamento de um mercado”, detalhou o delegado da especializada, Emmanuel David.

Após a denúncia, a equipe acompanhou a vítima até o ponto de encontro com Ana Paula, e a encontrou com um diploma falso da instituição estadual. “Ela confessou que fazia a falsificação em sua residência. Na casa foram encontrados em seu computador diversos documentos fraudados dessa escola e carimbos usados para fraudar a documentação. No momento [que o computador foi deixado aberto] ela estava fraudando mais um documento”, explicou.

Em depoimento, a mulher confessou que cometia o crime há aproximadamente quatro meses, e usava seu próprio histórico escolar como base. “Ela estudou naquele colégio, e tinha acesso ao histórico escolar. Pelo próprio computador ela apagava alguns dados e vendia isso como se fosse verdadeiro. Ela engava as pessoas dizendo que tinha esquema com o MEC, e assim conseguia inserir esses dados no sistema educação, sendo que ela afirmava que isso seria válido para vestibular e concursos públicos”, disse.

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O delegado lembrou, ainda, que as pessoas que adquirem este tipo de documento também estão cometendo um crime. “Nessa criminalidade específica, a suposta vítima também quer receber vantagem ilícita. Inclusive, se levasse a documentação na faculdade ou no trabalho, por exemplo, estaria cometendo um crime”.

A mulher foi presa em flagrante e deve responder por falsificação de documento público.

Fonte: Massa News