“Vale-tudo” na frente das escolas é herança ruim de motoristas aos filhos

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Nas salas de aula, a boa lição. Nas ruas, o mau comportamento. Nem mesmo escolas que apostam em projetos de educação para o trânsito conseguem interferir na realidade fora dos muros e reduzir os impactos da má conduta dos motoristas.

Enquanto os alunos sabem de cor e salteado as regras da boa convivência, os pais cometem duplo erro; desrespeitam as leis de trânsito e dão péssimo exemplo aos filhos.

Num cenário em que os pais alegam não ter opções, a fiscalização constata que a multa de R$ 127 nem assusta os endinheirados e que o mau exemplo entra na rotina das crianças.

A segurança dos estudantes poderia unir condutores, escolas e fiscalização na busca por solução, como flexibilizar horários ou estabelecer locais de entrada e saída em pontos diferentes.

“A visibilidade de uma criança de 7, 8 anos no trânsito em movimento é pequena. Não tem reflexo como um adulto, é muito vulnerável a atropelamento”

Esta cena se repete todos os dias em frente as escolas Municipais e Estaduais de Jataizinho-PR, região metropolitana de Londrina, e faz parte do repertório do vale-tudo em frente ás escolas da pequena cidade, de aproximadamente 12.000 habitantes.

Nota-se na imagem, que existe uma placa de trânsito indicando que ali é parada exclusiva de ônibus escolares, devendo ficar livre para embarque e desembarque de alunos de segunda a sexta feira.

Ao término das aulas, o local torna-se em um verdadeiro caos na saída dos alunos da área urbana e dos alunos com destino as áreas rurais do município, devido ao acúmulo de carros na área reservada aos ônibus escolares, que por fim, fazem fila dupla para o embarque dos alunos.

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As escolas, tanto municipais, quanto estaduais deveriam disponibilizar uma saída alternativa para que os pais possam embarcar seus filhos com segurança, sem prejudicar o trânsito no local.