Dória se alia ao PT para impedir que Janaína ocupe cargo na mesa diretora da Alesp

O recém eleito governador de São Paulo, João Doria, demonstra apoio incondicional ao atual presidente da Alesp, Cauê Macris (PSDB), que disputa a reeleição da casa em São Paulo. Ambos pertencem ao mesmo partido.

Porém o que demonstra não estar agradando seus eleitores é o fato de seu apoio colaborar para a manutenção dos membros dirigentes da casa. A maioria dos questionamentos e que não está sendo aceito pela população é o fato de não aceitar que João Doria, tido como candidato “Anti-PT” , eleito em São Paulo, mantenha no aliança com partidos de esquerda, como PT e PSB para dividirem a mesa diretora da casa.

Lembrando que a campanha para governador durante o segundo turno foi fortemente pautada no “antipetismo” e principalmente ao apropriar-se do nome “Bolsodoria”.

Em sua conta no Twitter, Janaína Paschoal, recordista em votos, fez um longo desabafo sobre sua decepção com o Governador e explicou como está sendo os bastidores de uma eleição em que todos já sabem o resultado.

1) Amados, eu me lancei candidata à Presidência da Assembleia, atendendo aos pedidos da população. Confesso que, no início, tive dúvidas acerca da oportunidade de tal candidatura. Cheguei a ponderar com os colegas de bancada se meu perfil não estaria mais apropriado à liderança.

2) Depois de muitas reuniões, a candidatura ganhou maturidade e, na semana passada, houve o assim chamado lançamento da candidatura. A partir de então, passei a ser alvo de ataques incompreensíveis. Como não faço o tipo “melindrado”, fiquei refletindo acerca desses ataques,

3) Ao que parece, todos se uniram para evitar não só que eu venha a ser Presidente da Casa, mas também para que não tenha qualquer proximidade com a administração da Assembleia, pergunto: Por quê?

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4) Por que várias lideranças da Casa se uniram para me isolar e, a partir do momento que a minha bancada me deu apoio, isolar também a bancada? Eu não consigo compreender. Em Plenário, os argumentos usados para justificar a impossibilidade de eu presidir são os mais absurdos!

5) Tive que ouvir, inclusive, que um futuro colega não pode votar em mim porque eu defendo gays!? Pelo amor de Deus, o que esse ser humano quis dizer com isso? Eu não entendi!

6) Dentro da Assembleia, todos os funcionários já sabem qual será o resultado da eleição no dia 15/03: Cauê Macris (Presidência), Enio Tatto (1a. Secretaria); Milton Leite Filho (2a. Secretaria). Indago: Se já está tudo acertado, para que haverá uma eleição? Teatro?

7) Quanto mais conheço a Alesp, mais me convenço de que seria essencial que eu viesse a presidir a Casa, para abrir aquele ambiente à população. Se o Governador, realmente, quisesse “enxugar a máquina”, com certeza, me apoiaria!

8) Mas o Governador está apoiando FORTEMENTE o atual presidente (que não vai mudar nada) e, pior, que está pedindo para todos os colegas votarem no PT para a 1a. Secretaria. Como o Dória do Bolsodoria explica isso?

9) Amados, acreditem, não entrei nisso por vaidade. Sou candidata à Presidência da Assembleia porque a população pediu mudança e o Governador de São Paulo está trabalhando para que, na Assembleia Legislativa de São Paulo, tudo permaneça exatamente igual.

10) PSDB, PT e DEM dividindo a mesa, mantendo um número desconhecido de cargos, sem nenhuma fiscalização. Como justificar privatizações para “enxugar a máquina”, diante desse cenário? Eu, como cidadã, estou decepcionada com o Governador.

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Fonte: Reprodução Janaína Paschoal/Twitter

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Mauricio Dias

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