Beto Richa (PSDB) é preso pela terceira vez por desvio em obras escolares no Paraná

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) voltou a ser preso na manhã desta terça-feira (19) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Curitiba. A prisão é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. A suspeita contra Beto Richa é de corrupção.

Esta é a terceira vez que Beto Richa é preso. A ação é um desdobramento da Operação Quadro Negro, de acordo com o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti.

Operação Quadro Negro

A Operação Quadro Negro encontrou indícios de desvios de dinheiro na construção de diversas escolas estaduais. Segundo as investigações, a Construtora Valor recebeu cerca de R$ 20 milhões pelos contratos firmados com o poder público, mas não entregou as obras.

Conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR), um setor da Secretaria de Educação produzia relatórios fraudulentos sobre obras em escolas estaduais.Os relatórios informavam que as obras estavam em andamento adiantado, entretanto, em muitos casos, mal havia saído do papel.

Com a fraude, a construtora Valor, recebia o valor pelos contratos sem que as obras fossem feitas ou concluídas. Eduardo Lopes, dono da construtora, é delator na operação. Eduardo Lopes contou como funcionava o esquema de desvios, revelando nomes de políticos que, segundo ele, se beneficiaram com o esquema.

Em delação, o ex-diretor da Secretaria de Educação, Maurício Fanini, afirmou que o dinheiro de proprina pago pelo esquema abasteceu as campanhas de Beto Richa para a Prefeitura de Curitiba e para o Governo do Paraná, entre 2002 e 2015. Fanini afirmou também que o dinheiro fraudulento custeou gastos pessoais do ex-governador, como viagens e a compra de um apartamento.

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