Esquema que beneficiou Beto Richa prejudicou 20 mil alunos no Paraná

O esquema de corrupção que levou o ex-governador Beto Richa (PSDB) pela terceira vez à cadeia causou um prejuízo de R$ 22 milhões à população do Paraná. A ex-primeira-dama Fernanda Richa também foi denunciada pelo crime de organização criminosa.

Além disso, ao menos 20 mil alunos do Paraná foram diretamente prejudicados, pois ficaram sem escola ou precisaram estudar em salas improvisadas nas diversas regiões do Estado.

Por meio do esquema fraudulento descoberto durante a operação Quadro Negro, a construtora Valor recebia por escolas que não concluiu ou nunca reformou, alimentando um esquema de corrupção desvendado pelo Ministério Público (MP).

Razões

Entre os motivos que levaram o MP a pedir nova prisão de Beto Richa está a tentativa do réu de obstruir o processo, inclusive com o oferecimento de dinheiro a um dos delatores do esquema. Segundo a denúncia do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) entregue à 9ª Vara Criminal de Curitiba, Richa determinou que o ex-diretor da Secretaria de Educação do Paraná Maurício Fanini excluísse todos os registros de fotos, vídeos e comunicações entre eles.

Para compensar, Fanini teria um salário mensal a partir de 2015, pago pelo pelo empresário Jorge Theodócio Atherino (operador financeiro de Richa), também preso nesta segunda fase da Quadro Negro. O coordenador estadual do Gaeco, Leonir Batisti, destacou que o dinheiro seria o pagamento para Maurício Fanini ficar de “boca fechada”.

O ex-secretário especial de Cerimonial e Relações Exteriores do Paraná, Ezequias Moreira, também foi preso pelo Gaeco. Os delatores do esquema disseram que ele participava da arrecadação de dinheiro desviado. Parte do dinheiro era destinado à campanha de reeleição de Beto Richa para o Governo do Estado.

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Fonte: Paiquerê/MK

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