O empresário preso em flagrante na segunda-feira (25), suspeito de assediar uma funcionária, afirma que nunca “passou a mão” na jovem e que a trancou em sua loja por engano. A mulher de 19 anos estava no primeiro dia de trabalho quando alega ter sido assediada e mantida em cárcere privado.

Gerson Romero Vieira Neto é dono de uma loja de artigos militares no bairro Água Verde, em Curitiba. Ele foi solto dois dias depois da prisão em flagrante e está em liberdade desde quarta-feira (27).

Em entrevista nesta sexta-feira (29), ele negou as acusações e narrou a sua versão. “Estava mostrando para ela vídeos motivacionais e lembrei que tinha que pagar uma conta. Então, bati na perna dela e falei assim: ‘preciso sair, volto em 20 minutos’”, conta.

O empresário reconhece que trancou as portas do estabelecimento, mas nega a acusação de cárcere privado. Vieira Neto alega que trancou as portas do estabelecimento por um ato falho. Segundo o dono da loja, o bairro Água Verde é muito perigoso e por isso ele tem o costume de trancar as portas sempre que deixa a loja.

O caso

De acordo com a jovem, ela fez a entrevista de emprego na última quinta-feira (21) e começaria a trabalhar como vendedora da loja de artigos militares na terça-feira (26). O homem, dono da loja, pediu para que a garota fosse um dia antes para o treinamento.

Cumprindo o combinado, a jovem chegou ao trabalho pouco antes das 9h da segunda-feira (25). No intervalo para o almoço, o suspeito não forneceu vale-refeição e disse que prepararia uma refeição na casa dele, que fica nos fundos da loja. Foi no momento em que ele tentava convencê-la a ir até a casa que o abuso aconteceu. A vítima afirma que o empresário passou a mão em suas pernas.

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O suspeito teria feito ameaças e a trancado em uma sala com três fechaduras. A vítima conseguiu esconder o celular e usou o aparelho para pedir socorro. Ela ligou para a Polícia Militar (PMPR) e também mandou mensagens para amigos e familiares. As viaturas chegaram em alguns minutos e prenderam o suspeito em flagrante quando ele retornava para a loja.

Fonte: Massa News

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