Acontece nesta quarta-feira (24) o júri popular de Ana Maria Jesus Goveia, acusada pela morte de Izaque Furlan. O crime aconteceu no dia 25 de agosto de 2017, quando a criança tinha apenas seis anos. O crime, que teria sido motivado por vingança, assustou os moradores de Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba.

O júri popular deve colocar frente a frente os acusados e os familiares. No início da tarde, pouco antes do início da sessão, o pai de Izaque disse esperar que Ana Maria seja condenada.

“É uma falta que nunca vai suprir. Vai ficar para sempre. Não vai sarar nunca. Nunca, nunca”, disse Maurício da Costa Rosa, em entrevista à Rede Massa.

Além de Ana Maria, o ex-marido dela, Claudinei Gonçalves Monteiro, também está no banco dos réus. A mulher responsabiliza o homem pelo assassinato; ele nega a participação no crime.

O caso

Tudo começou quando familiares e vizinhos notaram o desaparecimento de Izaque, às 8h. Ana Maria de Jesus Goveia, à época com 20 anos, vizinha do menino, teria pedido para que a criança fosse à padaria comprar pão e, desde então, Izaque não foi mais visto.

A jovem chegou a dar uma entrevista ao vivo para a equipe de reportagem da Rede Massa, explicando como a criança poderia ter desaparecido.

Em questão de horas, porém, o caso teve uma reviravolta: Ana Maria, que cuidava de Izaque enquanto sua mãe trabalhava como catadora de papel, foi presa suspeita de estelionato. O motivo seria a fraude da documentação do menino, que recebia um benefício por conta de uma deficiência. Ana Maria também teria fraudado a documentação da família, que é beneficiária do Bolsa-Família.

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Quando foi detida, a jovem confessou à polícia que havia matado Izaque a tijoladas e o enforcado em seguida. O marido de Ana Maria, Claudinei Gonçalves Monteiro, também foi preso em flagrante.

Um dia após o crime, a juíza Liana de Oliveira Lueders, da 2ª Vara Criminal de Almirante Tamandaré, decretou a prisão preventiva de ambos. No despacho, a juíza explicou que Ana Maria atingiu o menino com golpes de tijolo na cabeça e, em seguida, “diante da dúvida acerca do óbito da criança, amarrou um cabo de energia da enceradeira e fez um nó no seu pescoço por orientação e com o auxílio de Claudinei, chegando a relatar inclusive que o último nó foi feito por este”.

Além disso, Lueders apontou em sua decisão que Izaque teve a “vida ceifada de forma precoce e cruel” ao ser seduzido com a oferta de uma pipa. “Valeram-se de sua inocência, a seduziram com a oferta de uma pipa, a qual chegando à residência dos conduzidos foi surpreendida, sem qualquer possibilidade de defesa ou reação, com tijoladas, tendo ainda seu pescoço amarrado até a morte, de forma covarde e cruel, e ainda a colocaram numa bolsa dentro um fogão de cozinha”, completa o despacho.

A casa dos acusados foi destruída e incendiada no fim de semana após o crime. O laudo de necropsia apontou que a causa da morte de Izaque foi traumatismo craniano encefálico e esganadura, o que levou ambos à condenação.

Fonte: Massa News

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