A redução da pena da condenação no caso do triplex do Guarujá (SP), determinada na terça-feira (23) pela 5ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), não foi comemorada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A pena do petista passou de 12 anos e 1 mês de prisão para 8 anos, 10 meses e 20 dias, mas, na avaliação de Lula, “a pena tinha que ser zero”, conforme afirmou um deputado que acompanhou a sessão do STJ ao lado do ex-presidente.

A decisão do STJ manteve, por unanimidade dos quatro ministros, a condenação pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, mas devido à redução da pena Lula pode progredir ao regime semiaberto ainda em setembro de 2019. Isso porque nessa data atingiria um sexto do tempo de pena, já que está detido desde abril de 2018.

Segundo o deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP), que integra a defesa de Lula e acompanhou com ele o julgamento, o ex-presidente declarou que “a pena tinha que ser zero”.

“Ele falou: ‘não é o problema ter reduzido a pena, a pena tinha que ser zero’. Ele continua refém de um sistema que se criou dentro do Judiciário brasileiro, um sistema que não ouve o contraditório, que não julga baseado em provas, mas baseado em quem ele é”, declarou Emídio, segundo a revista Veja.

O deputado ainda afirmou que o ex-presidente reforçou o desejo de deixar a prisão, mas quer “sua inocência provada” e que o País veja que as acusações contra ele “são falsas”.

Por fim, Emídio – que entrou na carceragem da PF de Curitiba (PR) depois do terceiro voto no julgamento, do ministro Reynaldo Soares, que sacramentou a maioria – afirmou que acredita ter havido uma combinação de votos entre os ministros da 5ª Turma. “Não foi uma coincidência”.

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Fonte: Yahoo

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