Hassum chora ao lembrar do pai, que integrava a máfia italiana

Leandro Hassum voltou a comentar que o pai integrava a máfia italiana e que sente muita saudade dele.

Em participação no programa Tamanho Família, da TV Globo, o ator comentou que precisou conviver com a prisão do parente por tráfico internacional de drogas, mas que, apesar dos erros, sente muita saudades do pai.

“Quando eu estava em São Paulo, filmando, com a família morando fora, a gente fica meio sozinho. Eu precisava dar um abraço no meu pai. E eu fui olhar uma foto e descobri que não tinha nenhuma foto com ele. Eu fiz uma montagem de fotos. Ele foi embora cedo, eu não tinha nenhuma foto com ele. Tem uma hora que só o abraço do nosso pai. Faz falta mesmo”, disse ele, entre lágrimas.

“O meu pai, com os erros e acertos dele, e eu falo sempre isso. Todos os homens e mulheres que passarm pela minha vida, com seus erros e acertos, me ajudaram a ser o homem que eu sou. Até quando o meu pai errou, ele me ensinou. Mas tem hora que falta o abraço do pai mesmo”, explicou.

Durante a atração, ele comentou também que, antes da fama, ele a mulher passaram por momentos financeiros complicados. “Eu e a minha mulher passamos muita dificuldade. Lembro dela com a nossa filha no colo, empurrando o cara para não cortar a luz de casa, porque não tinhamos dinheiro para pagar. Mas quando quando a minha filha sorria pra mim, tinha um vácuo de amor, não lembrava dos problemas”, recordou.

Leandro também falou sobre o emagrecimento e como a obesidade o afetava. “O meu irmão Andre Marques [que me incentivou], ele é nota dez. Eu devo a minha vida nova a ele. E ao Faustão também, ele disse para ir fazer e cuidar da minha família. Eu tinha obesidade mórbida, morbidez é morte. Eu tenho uma família que sou apaixonado e quero viver com elas”.

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Essa foi a segunda vez que Hassum falou abertamente sobre a história de seu pai. Antes, ele havia confessado o envolvimento do parente com a máfia no programa de Marília Gabriela, no GNT.

“Em 1994, ele foi preso por tráfico internacional de droga. Meu pai era responsável pelo transporte da droga do Brasil para a Europa e para os Estados Unidos. Fazia parte da máfia italiana. Isso foi na década de 90. Meu pai foi preso no dia 14 de novembro de 1994. Eu não tinha a menor noção. Hoje, eu olho para trás e falo assim: ‘Como é que eu não percebi alguns sinais, como eu não notei isso?’. Éramos de uma família bem sucedida. Meu pai tinha uma empresa de exportação e importação, tinha [empresa] no ramo de papelaria, agência de automóvel. Ele trabalhava com carros importados. Mas era um bonachão como eu”, começou.

Ele explica que só foi descobrir o que o pai fazia aos 21 anos de idade. “Eu recebi uma ligação na casa de uma namorada dizendo: ‘Vem pra cá, que o papai foi preso’. Meu chão caiu naquele momento. É uma sensação de que se viveu durante 21 anos em uma mentira. Ele me amou muito e era um grande pai. Tinha na cabeça dele o tráfico como sendo uma profissão. Até a morte disse que não era traficante, mas comerciante. Essa coisa da máfia, de acreditar na verdade. Vendo um produto, podia ser copo, mas era cocaína. Ele foi crescendo no meio disso pela honestidade e correção pela qual trabalhava”, relativizou.

Hassum comentar que, inicialmente, não guardou mágoas e visitava o pai na prisão, mas quando ele foi detido novamente, deixou de vê-lo. “Aí, com isso, falei ‘chega’. E não fui mais visitá-lo. Em 2007, quando saiu da prisão mais debilitado, ele foi até minha casa no Carnaval e chegamos a um acordo sem relação próxima. Ele morreu em 2014, uma semana depois que eu fiz a cirurgia bariátrica”, determinou.

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