Ibiporã; conselheira tutelar eleita é investigada na Operação Necrópole

(Foto: Reprodução)


Investigada na operação que apura fraudes envolvendo o cemitério São Lucas, em Ibiporã, Juliana Zeferino foi eleita para o Conselho Municipal da cidade, em votação que ocorreu neste domingo (6). Ela foi detida no dia em que a ação foi deflagrada, na última quinta-feira (3), porém, conseguiu liberdade na sexta (10).

A mulher é um dos alvos da operação por, supostamente, ameaçar uma família em nome de seu esposo, que também foi detido, para a compra de um túmulo por meio de uma funerária de Ibiporã. A pessoa que seria enterrada morreu num acidente de trânsito e o valor do Seguro DPVAT ficaria com o grupo como pagamento pelo jazigo. A família não fechou acordo, gerando a suposta ameça.

Juliana foi uma dos sete candidatos ao Conselho Tutelar. Além dela, outros quatro foram eleitos para um mandato de quatro anos, em que receberão R$ 2,8 mil de salário. Em sua página nas redes sociais, amigos comemoraram a eleição, afirmando que “Deus é justo” e que os “língua preta vão engolir” o que falaram.

A mulher é formada em pedagogia. Pedidos de impugnação das eleições para o Conselho Tutelar podem ser feitas a partir desta segunda (7) até sexta-feira (11). A posse dos novos conselheiros está prevista para dez de janeiro de 2020.

O processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar foi composto de cinco etapas: registro da candidatura, participação com 100% de frequência em curso prévio, prova objetiva e subjetiva com acerto mínimo de 75% das questões, avaliação psicológica e eleição.

Conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), podem se candidatar aos conselhos tutelares pessoas residentes no município, que tenham 21 anos ou mais e que sejam de “reconhecida idoneidade moral”.

Veja Também  Três irmãos e um sobrinho morreram no acidente da PR-340 entre Guaraci e Centenário do Sul

A lei diz que o processo para a escolha dos membros do Conselho Tutelar é “estabelecido em lei municipal e realizado sob a responsabilidade do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e a fiscalização do Ministério Público”.

Comentar